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PUBLICADO EM 21-05-2014 12:11

Policiais fazem paralisação em vários estados

Para ministro, governo tem condições de garantir a lei e a ordem no país. Categoria pede melhores condições de infraestrutura e segurança.

Os policiais civis da Bahia paralisam nesta quarta-feira (21) as atividades por 24 horas. A categoria reivindica a elaboração de um novo modelo de gestão da corporação. De acordo com o presidente do sindicato dos policiais civis, Marcos de Oliveira, 30% do efetivo vai atender a situações de prisões em flagrante, levantamentos cadavéricos, crimes contra a criança e atentados à vida.

A polícia orienta que a população, em Salvador, procure a Central de Flagrantes, na Avenida Antonio Carlos Magalhães, ou registre queixas na Delegacia Digital por meio do site www.delegaciadigital.ssp.ba.gov.br.

Policiais civis de vários estados aderiram à paralisação de 24 horas.

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, afirmou que a reivindicação não pode trazer transtornos, prejuízos e violência para a sociedade. Ele disse ainda que, se necessário, o governo tem condições de garantir a lei e a ordem no país.

“Os policiais que servem a lei e a Constituição sabem que a greve está proibida por decisões do Supremo. Em segundo lugar, não creio que nenhum brasileiro e nenhuma brasileira queira que a sociedade pague a conta de um processo que tem de ser de diálogo e de reivindicação. Caso ocorra, podemos perfeitamente encaminhar a Força Nacional de Segurança Pública e as Forças Armadas para garantir a Lei e Ordem, porque a Constituição nos autoriza. A população brasileira deve ficar tranquila”, afirmou.

Abaixo, veja a situação em cada estado:

Acre
Categoria não aderiu à paralisação.

Amapá
Categoria não aderiu à paralisação.

Amazonas
Categoria não aderiu à paralisação.

Distrito Federal
Policiais civis do Distrito Federal suspenderam o registro de ocorrências e as investigações a partir das 8h em adesão à paralisação nacional dos servidores da segurança pública, que pede a abertura de diálogo com o governo sobre propostas de valorização da categoria.

Espirito Santo
Os policiais civis do Espírito Santo se reuniram em assembleia, nesta quarta-feira, na chefatura de polícia, em Vitória. O sindicato informou que não fará greve, mas a categoria segue uma paralisação de 24 horas, da 0h de quarta-feira até a 0h de quinta-feira (22). Apenas flagrantes são registrados nas delegacias, todos os outros serviços foram interrompidos. No Espírito Santo, a principal reivindicação é a exigência de nível superior para os agentes de polícia, como acontece com os agentes investigativos, segundo o presidente da Associação dos Policiais Civis do estado, Gilmar Ferrari.

Goiás
Categoria não aderiu à paralisação.

Minas Gerais
Policiais civis iniciaram uma passeata em Belo Horizonte, às 11h20. Cerca de 50 pessoas deixaram a sede do Sindicado dos Servidores da Polícia Civil do Estado de Minas Gerais (Sindipol-MG), na Região Noroeste, em direção à Praça Sete, no centro. No trajeto, ocuparam uma faixa da Avenida Antônio Carlos. A categoria pede melhores condições de infraestrutura, segurança e o nivelamento do salário dos policiais em todo o país. Entre as maiores cidades do Sul de Minas, as delegacias de Passos (MG), Poços de Caldas e Pouso Alegre (MG) confirmaram adesão à paralisação. Em Varginha (MG), Itajubá (MG) e Lavras (MG) não há confirmação.

Pará
Policiais Civis do Pará fazem uma manifestação na Praça Batista Campos, em Belém. Segundo os policiais, o ato público tem como objetivo chamar atenção para as deficiências do modelo de segurança pública do estado. De acordo com os manifestantes, a adesão é de 50%. Apesar disso, os policiais garantem que os serviços não foram prejudicados.

Piauí
Categoria não aderiu à paralisação.

Pernambuco
Tanto policiais civis quanto militares trabalham normalmente durante o dia. O Sindicato dos Policiais Civis do Estado de Pernambuco (Sinpol-PE), que representa a categoria, afirmou que não pretende aderir ao movimento, mas um grupo de oposição marcou uma passeata para a tarde da quarta, no Centro do Recife, a partir das 15h. Ainda de acordo com a Secretaria de Defesa Social, o movimento não vai atrapalhar o funcionamento da polícia.

Rio de Janeiro
A paralisação teve início à meia-noite. A categoria pede que as gratificações sejam incorporadas ao salário, além de aumento no vale-transporte e no tíquete-refeição. O presidente do sindicato, Francisco Chao, informou que, apesar da paralisação, policiais vão trabalhar nas delegacias para atender às ocorrências mais graves. Um dos efeitos da paralisação dos policiais civis no Rio é o adiamento da reconstituição da morte do dançarino DG, do Programa Esquenta, marcada inicialmente para esta quarta-feira. Segundo ele, o procedimento foi adiado para amanhã (22).

Na Região dos Lagos, apenas parte das ocorrências, como prisões em flagrante e crimes mais graves, está sendo registrada nas delegacias. Nos casos mais leves, os policiais estão pedindo que as pessoas voltem no dia seguinte.

Em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, 30% do efetivo fazem o revezamento para atender apenas os casos de emergência. Por causa da paralisação, as investigações estão suspensas e os registros de ocorrências foram reduzidos. Apenas prisões em flagrantes, casos graves com violência, ou roubo e furto de veículos estão sendo registrados

Rio Grande do Norte
Categoria não aderiu à paralisação.

Rio Grande do Sul
Categoria não aderiu à paralisação.

Santa Catarina
Os policiais estão reunidos em frente à Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), no Centro de Florianópolis. De acordo com a secretária-geral do Sindicato da Polícia Civil de Santa Catarina (Sinpol-SC), Rosemery Mattos, o intuito da mobilização é panfletar e esclarecer a sociedade a respeito da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 51.

Sergipe
Um ato simbólico realizado pela Polícia Civil de Sergipe marcou o início da paralisação. Nas primeiras horas da manhã, cerca de 100 policiais se reuniram nas escadarias da sede da Secretaria de Segurança Pública (SSP), em Aracaju, e entregaram chaves de viaturas. As delegacias estão funcionando apenas com 30% do efetivo.Do G1 e Correio.


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